Junho Prata: após alta da violência contra idosos, Ronilço Guerreiro cobra Centro-Dia em Campo Grande

Ronilço Guerreiro no estúdio do Grupo Hora. Foto: Maria Luiza Massulo

A violência contra a população idosa tem avançado de forma expressiva em Mato Grosso do Sul, acompanhada por um aumento significativo nos registros de casos. Entre 2014 e 2024, as notificações de violência contabilizadas pelo sistema de saúde cresceram 226,3% no Estado, de acordo com dados do Atlas da Violência.

Ao mesmo tempo, o Brasil vive um processo de envelhecimento populacional impulsionado pelo aumento da expectativa de vida. Com um número cada vez maior de pessoas idosas participando ativamente da sociedade, o envelhecimento deixa de ser visto apenas como um desafio individual e passa a ocupar espaço no debate público, especialmente quando se trata da implementação de políticas capazes de garantir qualidade de vida, proteção e um envelhecimento saudável.

Em Mato Grosso do Sul, pensar em estratégias para reduzir os indicadores relacionados a violência tornou-se uma urgência. Os números refletem não apenas a violação de direitos, mas também as dificuldades enfrentadas pelo poder público e pela sociedade na proteção de uma parcela vulnerável da população, frequentemente exposta a agressões físicas, patrimoniais e psicológicas, tanto no ambiente familiar quanto fora dele. 

Entre as alternativas previstas na legislação está o Centro-Dia para Idosos, serviço garantido pela Política Nacional de Assistência Social e pelo Estatuto da Pessoa Idosa. Mesmo sendo um direito “garantido”, a oferta desse atendimento ainda é insuficiente para atender de forma ampla e acessível a população idosa de Campo Grande.

O tema foi discutido durante entrevista concedida ao Jornal da Hora, nesta quinta-feira (25), pelo vereador Ronilço Guerreiro (Podemos). Na ocasião, o parlamentar voltou a cobrar a implantação de um Centro-Dia na Capital, espaço destinado ao acolhimento de idosos durante o período em que filhos, netos ou outros familiares estão trabalhando.

Segundo Guerreiro, a estrutura pode contribuir diretamente para a redução de situações de negligência, abandono e violência, além de oferecer acompanhamento especializado e atividades que promovam qualidade de vida.

“Em relação ao mês de junho nós estamos cobrando, cobrando, cobrando. Aquilo que eu sempre falo: o meu querer não é meu poder. Nos prometeram que Campo Grande terá um Centro-Dia e estamos cobrando para que neste mandato tenhamos o Centro-Dia pronto. A população precisa desse carinho do executivo”, afirmou.

Por Maria Luiza Massulo

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